No dia 31 de dezembro, meu marido me expulsou de casa, sem um tostão. Tremendo de frio, coloquei a mão no bolso do meu velho casaco…

No dia 31 de dezembro, meu marido me expulsou de casa, sem um tostão. Tremendo de frio, coloquei a mão no bolso do meu velho casaco…

Ele olhou para ela por um instante e depois assentiu com a cabeça.

“Vamos lá. Vamos terminar a estante.” Eles voltaram ao trabalho. Marina estava pintando, seu pai segurava o quadro branco. Ficaram em silêncio. Então ela disse:

“Obrigado”.

“Porque?”

“Porque você não foi embora para sempre, então.”

Seu pai largou o quadro-negro e enxugou as mãos.

“Eu é que deveria te agradecer. Por não ter me demitido hoje.”

Marina sorriu. Pela primeira vez em dias, um sorriso verdadeiro.

A padaria abriu em março. Pequena, com quatro mesas e uma vitrine. Marina assava o pão à noite: pães de forma, brioches e bolos. Seu pai ajudava de manhã, entregando as encomendas aos vizinhos.

As pessoas vinham. Primeiro por curiosidade, depois para provar. Marina não economizava nos ingredientes; amassava tudo à mão, como numa fábrica.

Certa manhã, uma mulher entrou com uma criança: pequena, magra e vestindo uma jaqueta gasta. Ela hesitou por um instante e então se aproximou do caixa.

“Posso levar duas tortas de repolho… Mas… não tenho dinheiro agora. Volto amanhã, prometo?”

Marina pegou dois bolos, embrulhou-os e entregou-os.

“Leve-os. E amanhã tudo ficará bem.”

Para ver os tempos de cozimento completos, vá para a próxima página ou clique no botão (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos do Facebook.

Post navigation

Leave a Comment

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

back to top