Ele olhou para ela por um instante e depois assentiu com a cabeça.
“Vamos lá. Vamos terminar a estante.” Eles voltaram ao trabalho. Marina estava pintando, seu pai segurava o quadro branco. Ficaram em silêncio. Então ela disse:
“Obrigado”.
“Porque?”
“Porque você não foi embora para sempre, então.”
Seu pai largou o quadro-negro e enxugou as mãos.
“Eu é que deveria te agradecer. Por não ter me demitido hoje.”
Marina sorriu. Pela primeira vez em dias, um sorriso verdadeiro.
A padaria abriu em março. Pequena, com quatro mesas e uma vitrine. Marina assava o pão à noite: pães de forma, brioches e bolos. Seu pai ajudava de manhã, entregando as encomendas aos vizinhos.
As pessoas vinham. Primeiro por curiosidade, depois para provar. Marina não economizava nos ingredientes; amassava tudo à mão, como numa fábrica.
Certa manhã, uma mulher entrou com uma criança: pequena, magra e vestindo uma jaqueta gasta. Ela hesitou por um instante e então se aproximou do caixa.
“Posso levar duas tortas de repolho… Mas… não tenho dinheiro agora. Volto amanhã, prometo?”
Marina pegou dois bolos, embrulhou-os e entregou-os.
“Leve-os. E amanhã tudo ficará bem.”
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