“Você não precisa confiar em mim”, acrescentou ele calmamente. “Pode sentar-se lá atrás. Vou manter minhas mãos à vista, se isso fizer você se sentir melhor. Mas não deve continuar andando nesta chuva.”
Havia algo em sua voz que não exigia. Não era profano. Era uma oferta.
Isabella respirou fundo. Talvez fosse loucura aceitar aquilo. Mas ficar sozinha na tempestade também era loucura.
Ele assentiu com a cabeça.
Alejandro abriu a porta traseira do carro e ofereceu a ela um cobertor que tirou do banco da frente.
“Ele está tremendo”, disse ela suavemente.
O interior do carro era aconchegante. Cheirava a couro e algo sutil, como madeira e especiarias. Isabella se enrolou no cobertor enquanto o veículo seguia pela estrada.
Durante vários minutos, nenhum dos dois disse uma palavra. Apenas o som da chuva batendo no para-brisa e o movimento suave dos limpadores podiam ser ouvidos.
“Você tem família na cidade?”, ele finalmente perguntou.
Isabella engoliu em seco.
-Não.
Alejandro não insiste.
Trinta minutos depois, eles entraram na área urbana. As luzes estavam mais brilhantes, os prédios mais altos. O carro parou em frente a um hotel elegante.
Isabella hesitou ao ver a fachada iluminada.
—Não tenho condições de pagar isso.
“Não se preocupe com isso”, respondeu ele, com naturalidade.
Na recepção, Alejandro conversou brevemente com o gerente, que pareceu reconhecê-lo imediatamente e o tratou com respeito. Em poucos minutos, Isabella já tinha uma chave na mão.
O quarto era espaçoso, limpo e silencioso. Quando a porta se fechou, o silêncio o envolveu completamente.
Pela primeira vez naquela noite, ela desabou em lágrimas, incapaz de se conter.
Ela não sabia quanto tempo se passou antes de adormecer.
Na manhã seguinte, ela acordou com a luz do sol entrando pela janela. Por um instante, ela não sabia onde estava. Então, ela se lembrou.
Havia roupa limpa dobrada sobre uma cadeira e um bilhete sobre a mesa.
“Tome o café da manhã. Você não está sozinho. – A.”
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