“Não chute — você vai se exaurir.” Ele a observou se afogar no Atlântico enquanto sua “amiga” filmava e ria.

“Não chute — você vai se exaurir.” Ele a observou se afogar no Atlântico enquanto sua “amiga” filmava e ria.

E quando o iate começou a se afastar, deixando-a em mar aberto, Cassandra compreendeu a coisa mais aterradora:

Julian não queria apenas que ela fosse embora. Ele queria que ela fosse embora de uma forma que parecesse natural.

Então, quem acreditaria nela se ela sobrevivesse? E o que ela teria desencadeado em terra enquanto se afogava?

Parte 2

Cassandra se esforçou para se manter à tona, assim como se esforçou para superar os enjoos matinais: uma respiração de cada vez, uma decisão de cada vez.

Ela flutuava de costas para conservar energia, deixando-se levar pelas ondas em vez de lutar contra elas. Seus braços ardiam. Seus lábios ficaram dormentes. As luzes do iate diminuíram até se tornarem um borrão distante e depois desapareceram por completo, como se o oceano tivesse engolido o mundo inteiro.

As horas se passaram em fragmentos: escuridão, sal, dor, o bebê se mexendo dentro dela como uma frágil insistência em viver. Cassandra sussurrou para o seu ventre, a voz embargada. “Aguenta firme. Só aguenta firme.”

Ao amanhecer, ele ouviu: o zumbido abafado de um pequeno motor.

Um barco de pesca passou velozmente pela luz acinzentada, e um homem de chapéu de lã o viu, exclamando surpreso: “Ei! Para dentro da água!”

Ele lançou-lhe um colete salva-vidas e puxou-a para a água com braços suficientemente fortes para resistir a anos de redes e tempestades. Cassandra desabou no convés, tossindo água salgada e tremendo violentamente.

“Meu nome é Owen Kearney”, disse o pescador, tirando o casaco para cobri-la. “Vamos ajudá-la.”

Cassandra tentou falar, mas uma forte cãibra a partiu ao meio.

“Não”, ela exclamou, ofegante. “Agora não.”

Os olhos de Owen se arregalaram ao ver o sangue escorrendo pelo tecido do vestido dela. “Você está grávida…”

Outra contração veio, mais forte, inegável.

Owen não perdeu tempo. Dirigiu como um louco até a costa e a colocou em sua caminhonete, pois as docas estavam um caos e cada minuto contava. Cassandra deu à luz na caminhonete, agarrada à beirada do banco, gritando de uma dor que parecia que ia parti-la ao meio.

Quando o bebê finalmente chorou — baixinho, mas de verdade — Cassandra soluçou com um alívio tão intenso que ficou tonta. Owen enrolou o recém-nascido em uma toalha limpa e o colocou contra o peito de Cassandra.

“Uma criança”, sussurrou Owen. “Você conseguiu.”

Cassandra olhou fixamente para o rostinho do filho, lágrimas misturadas com sal. “O nome dele é Jonah”, sussurrou ela.

No hospital, Cassandra contou a uma enfermeira que seu marido havia tentado matá-la. A expressão da enfermeira mudou: choque, dúvida, e então a máscara profissional. A segurança fez perguntas. Um médico concentrou-se em estabilizar Cassandra e Jonah. E então, como se o oceano a tivesse seguido para dentro, o sistema esfriou.

Porque Julian Sterling se moveu mais rápido do que a lesão.

Em poucos dias, ele divulgou uma história perfeitamente polida: sua “esposa grávida e instável” havia “caído no mar durante um surto psicótico”. Ele expressou sua “devastação”. Deu uma coletiva de imprensa com a voz trêmula e ensaiada. Chegou a anunciar um cruzeiro em sua memória, enquanto Cassandra ainda estava viva.

Para ver os tempos de cozimento completos, vá para a próxima página ou clique no botão (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos do Facebook.

Post navigation

Leave a Comment

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

back to top