A filha do milionário chorava todos os dias, até que a empregada obesa descobriu algo terrível em suas costas.

A filha do milionário chorava todos os dias, até que a empregada obesa descobriu algo terrível em suas costas.

Carla a empurrou. Com força, muita força. Lorena perdeu o equilíbrio, tropeçou no tapete e caiu para trás. Suas costas bateram na quina da mesa de centro. Vidro e mármore. A quina cortou como uma faca. A dor foi excruciante. Lorena gritou. Sangue manchou sua blusa branca. Carla congelou por três segundos. Lorena viu o pânico cruzar seu rosto, mas logo em seguida veio um cálculo frio.

“Levanta-te”, disse Carla. “Pare de ser tão dramática.” “Dói”, soluçou Lorena. “Eu disse para levantares!” Carla puxou-lhe o braço. “E se disseres ao teu pai que eu te empurrei, eu digo-lhe que estavas a correr como uma louca e tropecei. Em quem achas que ele vai acreditar? Em ti ou em mim?” Lorena tinha oito anos. Estava com tanto medo de perder também o pai que assentiu em meio às lágrimas. Carla levou Lorena à casa de banho, limpou o sangue com uma toalha de papel e colocou três grandes pensos. “Pronto, ele não te vai matar. Veste outra camisola e não digas nada.”

Lorena não disse nada, mas o ferimento não cicatrizou. Na verdade, piorou. Uma semana depois, começou a doer mais. Duas semanas depois, um líquido transparente começou a escorrer. Três semanas depois, Lorena teve febre. Quatro semanas depois, a pele ao redor estava vermelha e inchada. “Carla, acho que preciso ir ao médico”, sussurrou Lorena certa noite. “Não é necessário, é só um arranhão.” “Mas dói.” “Você quer que eu conte ao seu pai o que você fez? Que você quebrou a mesa dele correndo como uma louca? Quer que ele fique bravo com você?” Lorena balançou a cabeça, com lágrimas escorrendo pelo rosto. “Então cale a boca.”

Oito meses. Oito meses de infecção sem tratamento. A ferida abriu mais, aprofundou. Formou-se um abscesso. A pele começou a necrosar. Lorena tomava banho chorando porque a água ardia, dormia de bruços porque não conseguia deitar de costas. Perdia as aulas de educação física porque não conseguia correr. E Roberto? Roberto perguntava: “Está tudo bem, querida?” No caminho rápido da porta até o carro, Lorena respondia: “Tudo bem, pai.” E ele já estava olhando para o celular de novo.

Até Rosa chegar.

Rosa tinha 52 anos, pesava 110 kg e tinha mãos feitas para cuidar. Trabalhara durante 25 anos como cozinheira em casas particulares. Tinha um coração enorme e nenhuma paciência para injustiças. Precisava desesperadamente daquele emprego. A sua filha, Júlia, estava grávida de cinco meses e tinha sido despedida; sem marido, sem emprego, vivia com Rosa num apartamento de dois quartos em Valinhos.

Rosa viu o anúncio: cozinheira e governanta, salário 3500, e ligou imediatamente. Três dias depois, ela estava na mansão. Carla a olhou de cima a baixo com desdém. “Você vai morar aqui, no quarto da empregada nos fundos. Eu só descanso aos domingos, entendeu?” Rosa precisava do dinheiro. “Entendido.”

No primeiro dia, Rosa conheceu Lorena. A menina estava sentada num canto da cozinha, comendo macarrão frio direto da panela, os olhos vermelhos de tanto chorar e o corpo tenso como uma corda de violino. “Olá, querida”, disse Rosa gentilmente. “Sou Rosa. Qual é o seu nome?” Lorena parecia assustada, como se não estivesse acostumada com a gentileza dos adultos. “Lorena. Prazer em conhecê-la.” “Esse macarrão está frio, não é? Deixe-me esquentá-lo.” “Não precisa”, sussurrou Lorena. Mas Rosa já estava esquentando o macarrão. Acrescentou queijo ralado, azeite e temperos. Lorena comeu devagar, como se comida boa fosse uma novidade. E Rosa percebeu. Percebeu que algo estava muito errado naquela casa. Algo além do macarrão frio e dos olhos tristes, algo que faria Rosa quebrar todas as regras que Carla havia estabelecido.

Nos três primeiros dias, Rosa aprendeu a rotina. Lorena era invisível na própria casa. Rosa começou a reparar nos detalhes: Lorena nunca tirava o casaco, mesmo quando fazia 32 graus lá fora. Andava devagar. Subia as escadas segurando no corrimão como uma velhinha. Na quarta-feira, Rosa fez bolo de cenoura. Lorena apareceu timidamente. “Posso comer um pedaço?” “Claro, meu amor. Fiz para você.” Lorena comeu e sorriu. “Minha mãe costumava fazer bolo de cenoura”, disse baixinho. “Para o meu aniversário.” “Quando é o seu aniversário?” “Foi mês passado. Fiz nove anos.” “E vocês comemoraram?” Lorena balançou a cabeça negativamente. “Papai estava em São Paulo. Carla disse que aniversários são um desperdício de dinheiro.”

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