“Senhor, há uma criança morando na minha casa”: O que disse a pobre menina.

“Senhor, há uma criança morando na minha casa”: O que disse a pobre menina.

Seus olhares encontraram os de Herpa. Por um instante, ela pareceu uma mulher comum: casada, simples, com as mãos marcadas pelo trabalho.

Mas assim que viu o homem, algo mudou em seu rosto. Seus olhos se arregalaram, um sorriso servil se formou em seus lábios e ela cerrou os dedos como se guardasse um segredo.

“Bom dia”, cumprimentou Herpa calmamente. “Acho… acho que meu filho pode estar aqui.”

Claudia soltou uma risadinha e se jogou no chão.

—Seu filho? Não, você está enganado. Meu filho mora aqui mais do que minha filha.

Amalia deu um passo à frente, confusa.

—Mas mamãe, meu bem…

—Amália, entre agora — ordenou a mulher com uma aspereza que pairava no ar.

O abacaxi permaneceu imóvel, com os olhos cheios de quietude.

“Senhora, eu imploro”, insistiu Herpa. “Eu só quero vê-lo. Só por um minuto. Se eu cometer um erro, irei embora e nunca mais voltarei.”

“Eu já te disse que não há pinheiros aqui”, respondeu ela, cruzando os braços. “Vá procurar em outro lugar.”

O estrondo da porta que o expulsou ecoou pelo beco.

Ela ficou ali parada, em frente à porta fechada, com os punhos cerrados e a alma despedaçada.

Ele ouviu Amalia soluçando do outro lado da linha e os murmúrios abafados da mulher tentando silenciá-la.

Pegando uma das placas caídas, ele praguejou em silêncio:

“Acabou. Lorenzo está aqui. Eu voltarei… mesmo que me custe a vida.”

Ele não sabia que naquele exato momento, lá em cima, uma menininha trêmula abria a porta de um quartinho… e dava de cara com o olhar aterrorizado de um menino que mudaria seu destino para sempre.

Amalia subiu as escadas com o coração acelerado. Sabia que sua mãe às vezes a enganava, mas nunca a vira tão alerta, tão corada.

Ela abriu a porta do quarto e o viu: ele estava sentado com um caderno no colo, os dedos manchados de lápis e os olhos cheios de medo.

“Conhecimento…” ela sussurrou.

O menino ergueu a cabeça como se temesse que dizer seu nome fosse um crime.

“Mamãe mandou eu ficar quieto”, murmurou ele. “Não faça barulho.”

Amália correu para abraçá-lo.

“Aquele homem lá embaixo diz que é seu pai”, disse ela entre lágrimas. “E você… você chama isso de sonho.”

Os olhos do menino se encheram de confusão. Seus lábios tremeram.

“Mamãe disse que meu pai estava morto”, ele respondeu baixinho. “Que ninguém me amava.”

As palavras a magoaram mesmo enquanto as pronunciava. Amalia sentiu algo se quebrar dentro dela.

Ela não sabia onde estava a verdade, mas algo em seu peito gritava que havia mentiras demais naquela casa.

E o que sua mãe escondia era mais sombrio do que Puca jamais poderia ter imaginado.

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