“Esse é o colar da minha falecida esposa!” gritou o magnata, mas a resposta da faxineira foi…

“Esse é o colar da minha falecida esposa!” gritou o magnata, mas a resposta da faxineira foi…

Sterling estava revisando documentos em seu tablet, mas não parava de olhar para o relógio. Às 3 da manhã, o telefone de Sebastian tocou. O som foi estridente no silêncio da sala. Sebastian se virou lentamente. A tela exibia o nome: Dr. Reid. Sebastian encarou o telefone como se fosse uma bomba prestes a explodir. Ivy se levantou, com o coração disparado. Sterling largou o tablet. Sebastian atendeu e colocou no viva-voz. “Fale”, disse ele.

A voz do Dr. Reid soava exausta, mas clara. “Eu verifiquei as amostras três vezes, Sebastian. Não queria cometer nenhum erro.” “Certo”, insistiu Sebastian, cerrando os punhos. “É uma combinação perfeita”, disse o médico. “99,9%, Sebastian, ela é sua filha.” O mundo pareceu parar. Sterling deixou a caneta cair no chão. Ibi cobriu a boca com as mãos para abafar um soluço. Sebastian não disse nada, desligou o telefone lentamente e olhou para cima. Seus olhos cinzentos, normalmente frios e duros como aço, estavam cheios de lágrimas.

Ele atravessou a sala em três passos largos. Ibi recuou, assustada com a intensidade do seu olhar, mas ele não parou. Sebastian caiu de joelhos diante dela, algo que o poderoso magnata jamais fizera diante de ninguém. “Você está viva”, sussurrou ele, com a voz embargada, segurando as mãos de Ibi como se fossem sua tábua de salvação. “Meu Deus, você está viva.” Abi olhou para o homem que temera poucas horas antes, agora ajoelhado e chorando a seus pés. A verdade a atingiu em cheio.

Ela não era órfã, não era um erro, era filha de alguém, pai. A palavra escapou de seus lábios sem que ela pensasse. Estranho e novo. Sebastian enterrou o rosto nas mãos da filha e chorou, liberando 23 anos de dor reprimida. Sterling, pálido como um fantasma, reconheceu sua pasta e saiu da sala em silêncio, sabendo que acabara de testemunhar um milagre que não podia negar. Sebastian se levantou, enxugando as lágrimas com o dorso da mão.

Num piscar de olhos, a vulnerabilidade sumiu do seu rosto, e a máscara de um magnata implacável voltou ao lugar. “Você precisa de roupas novas”, disse Sebastian, pegando o celular. “E de um quarto decente. Vou ligar para a governanta para que prepare a suíte azul. É a maior.” Eu, ainda processando o choque de ter um pai, me levantei cambaleando do sofá. “Espere um minuto”, disse ela, erguendo a mão. “Eu não vou ficar aqui.” Sebastian parou abruptamente, com o dedo pairando sobre a tela do celular.

“O que ele disse?” “Eu tenho um apartamento”, explicou Ivy, sentindo-se pequena sob o olhar intenso do pai. “Tenho coisas para fazer. Preciso alimentar meu gato. Não posso simplesmente me mudar para uma cobertura chique só porque um pedaço de papel diz que compartilhamos o mesmo sangue.” “Esse papel diz que você é mestiça”, retrucou Sebastian, aproximando-se dela. “E mestiços não moram em apartamentos alugados na Zona Sul. Você mora aqui comigo. Eu não sou uma das suas propriedades.” “Sobrevivi 23 anos sem você”, disparou Ivy, recuando.

Não preciso que você venha aqui agora para controlar minha vida. A tensão no ar aumentou. Sebastian cerrou os dentes, acostumado a ter suas ordens obedecidas sem questionamentos. “Não se trata de controle, mas de segurança”, disse ele, baixando a voz. “Pense bem, Ivy. Minha esposa morreu em um acidente de carro que a polícia considerou fatal. Disseram que não houve sobreviventes, que o carro virou cinzas.” Ivy sentiu um arrepio. “E daí? E você está aqui?” Sebastian continuou, apontando para ela. “Viva, sem um único arranhão, o que significa que o boletim de ocorrência mentiu, o que significa que alguém te tirou daquele carro antes da explosão e te escondeu em um orfanato.”

Sebastian caminhou até a janela, contemplando a cidade noturna com seus olhos escuros. “Alguém sabia que você estava viva e não me contou. Alguém a arrancou dos meus braços. Não vou descobrir quem e por quê. Você não vai sair desta casa sem uma escolta.” Ivy permaneceu em silêncio. A lógica de Sebastian era aterradora, porém irrefutável. Se sua mãe morreu naquele incêndio, quem a salvou? E por que El Salvador se escondeu? “Preciso ir para casa!”

Ivy insistiu, mas sua voz estava mais suave. “Tenho fotos dos meus amigos do orfanato. Tenho o diário que comecei a escrever quando era criança. Não posso deixar tudo para trás.” Sebastian suspirou e hesitou por um instante antes de avançar. “Tudo bem, iremos amanhã. Mas você irá com meus guardas e voltará comigo.” “Certo”, concordou Ivy, cruzando os braços. “Mas não me chame de Charlotte, eu sou Ivy. Esse é o meu nome. Seu nome é o que sua mãe escolheu antes de morrer”, disse Sebastian gentilmente, tirando uma fotografia antiga da carteira.

Ela queria te chamar de Charlotte. Entregou-lhe a foto. Ibi a pegou com os dedos trêmulos. Era uma foto borrada de uma jovem rindo, com cabelos escuros e os mesmos olhos cor de mel que Ibi via todas as manhãs no espelho. A semelhança era inegável. “Ivi”, Charlotte sussurrou, testando o nome, sentindo um nó na garganta. Soava estranho, mas também soava como lar. Sebastian não lhe deu tempo para mais sentimentalismo. Virou-se para a porta, onde seu chefe de segurança o aguardava.

Prepare o carro amanhã de manhã e localize o Detetive Cole. Quero que ele venha tomar café da manhã. “Um detetive?”, perguntou Ivy, erguendo os olhos da foto. “O melhor investigador particular do estado”, respondeu Sebastian com um sorriso frio. “Vamos reabrir o caso do acidente. Vamos desvendar todas as mentiras contadas há 23 anos.” Na manhã seguinte, a sala de jantar no sótão fervilhava de atividade. O Detetive Cole, um homem careca com uma cicatriz na bochecha que parecia não ter dormido há uma semana, ouvia atentamente enquanto tomava goles de café preto.

“Essa é uma história incrível, Sr. Cross”, disse Cole, observando os resultados do DNA sobre a mesa. “Sim, a garota. Quer dizer, se a Srta. Charlotte estava naquele carro, o laudo pericial não passa de uma bobagem.” “Quero saber quem estava na cena do crime”, ordenou Sebastian. “Quero os nomes de todos os policiais, bombeiros e paramédicos que atenderam à ocorrência naquela noite, e quero encontrar o homem da jaqueta de couro.” “O fantasma”, murmurou Ivy, sentada do outro lado da mesa, desconfortável com as roupas de grife que Sebastian havia trazido para ela.

A freira disse que ele mancava. Cole anotou o detalhe em seu caderno: um vagabundo manco de jaqueta de couro no meio de uma tempestade na estrada da montanha, repetiu o detetive. Não é muito, mas é um começo. De repente, o celular de Ivy, que Sebastian havia lhe devolvido, vibrou sobre a mesa. Era uma mensagem de texto de um número desconhecido. Ivy leu e empalideceu. “Pai”, disse ela, usando a palavra instintivamente por medo. Sebastian se inclinou em sua direção imediatamente.

“O que houve?” Ivy mostrou a tela para ele. A mensagem era curta e brutal. “Aproveite sua nova vida enquanto pode. Segredos mortos devem permanecer mortos.” Sebastian leu a mensagem, com o rosto contorcido em fúria assassina. Arrancou o telefone da mão de Avi e o atirou contra o detetive. “Rastreie este número”, rosnou Sebastian. Cole olhou fixamente para a tela e pulou de pé, pegando seu próprio equipamento. “Isso confirma nossas suspeitas, Sr. Cross”, disse o detetive gravemente.

 

 

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