Seu grito foi interrompido abruptamente em meio a um lamento.
Ela não percebeu.
“Sabe o que realmente me incomoda?”, continuou Rebecca, com o rosto corado pelo álcool e a raiva justificada. “São situações como essa que fazem pessoas como eu parecerem insensíveis quando falamos de responsabilidade pessoal. Eu luto por políticas que exigem que as pessoas conquistem o que têm. E aí você aparece com sua multa duvidosa, sua história dramática e…”
“Senhora”, disse Maya, e sua voz estava diferente. Urgente. “Senhora, seu bebê.”
“Não ouse falar comigo sobre o meu bebê”, disparou Rebecca.
“Ele não está respirando bem.”
Rebecca finalmente baixou o olhar.
Os lábios de Andrew passaram de vermelhos para uma palidez aterradora. Seu peito subia e descia rápido demais e superficialmente. Seu olhar estava vago.
“O quê?” ela sussurrou. “Andrew?”
Ela o empurrou. Ele não reagiu. Sua pequena mão pendia inerte, revelando a borda de uma pulseira de alerta médico prateada em seu pulso.
Três letras gravadas chamaram a atenção de Maya.
CA H.
Seu sangue gelou.
“Senhora”, disse ele, desapertando o cinto de segurança. “Quando foi a última vez que Andrew comeu?”
“O quê? Eu… esta manhã, acho que… não sei”, gaguejou Rebecca. “A babá geralmente cuida disso.”
“Você toma algum remédio diariamente?”, perguntou Maya. “Esteroides, todos os dias?”
Rebecca olhou fixamente para ela.
“O quê…! Jessica!” ela gritou de repente. “Jessica, tem alguma coisa errada com o meu bebê!”
A respiração de Andrew estava piorando: rápida, ofegante, ineficaz.
Maya se levantou no corredor estreito.
“Senhora, preciso que a senhora me ouça com muita atenção”, disse ele. “Seu filho tem HAC, hiperplasia adrenal congênita. Essa pulseira… a senhora sabe o que significa, não é?”
Rebecca olhou de Maya para as cartas e depois de volta para Maya. Seu rosto estava inexpressivo.
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