—Faça o que for preciso, Elena. Salve-a.
No dia seguinte, partiram discretamente. Elena abraçou Sophie, enquanto Charles usava um boné simples para não ser reconhecido. Dirigiram durante horas até uma aldeia tranquila nas montanhas, onde o tempo parecia desacelerar.
Um velho os esperava em uma pequena varanda. Seu olhar penetrante encontrou o deles.
“Você está procurando um milagre”, disse ele calmamente. “Então você veio à porta errada. Aqui não há milagres, apenas a verdade. E a verdade não é confortável.”
Ninguém jamais havia falado com Charles de forma tão grosseira. Pela primeira vez, ele não teve resposta.
Elena abraçou Sophie com ternura. “Doutora, não estamos pedindo um milagre. Por favor… apenas tente. Ela merece.”
O Dr. Bennett os observou atentamente antes de se afastar. Lá dentro, o ar tinha cheiro de ervas e livros antigos.
“O que ela tem é sério”, disse ele após examinar a menina. “Muito sério. Mas não é fatal.”
Charles inclinou-se para a frente, ansioso. “Então você pode curá-la? Diga-me o preço.”
A expressão do médico endureceu. “Dinheiro não tem valor aqui. O que importa é se você consegue fazer algo que nunca fez antes: ouvir, seguir instruções e confiar.”
Elena entendeu imediatamente. Esse seria o maior teste para Charles.
O tratamento começou naquele mesmo dia. O Dr. Bennett substituiu gradualmente os medicamentos por remédios naturais cuidadosamente preparados. Ele enfatizou a importância da paz, da paciência e do afeto. Elena seguiu todas as instruções à risca: infusões medidas, carícias suaves e canções tranquilizantes.
Entretanto, Charles se deparou com um tipo diferente de problema: tornar-se pai.
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