Ele permaneceu em silêncio. Então se levantou, aproximou-se dela e colocou a mão em seu ombro.
“Eu não te odeio.”
Ele cobriu a mão dela com a sua e a apertou com força, como se tivesse medo de soltá-la.
Marina só voltou para casa na manhã de 1º de janeiro. Ela passou a noite em um hotel; seu pai lhe deu dinheiro, a acompanhou e disse: “Volte quando quiser”.
Ela comprou algumas roupas, sapatos de verdade. Depois foi visitar Victor.
Ele não abriu a porta imediatamente. Estava desgrenhado, inchado e vestindo calças de moletom.
“Ah, é você”, disse ele, coçando a barriga. “Tudo bem, entre. Você limpa o chão e a gente esquece isso, tá bom?”
Marina entregou-lhe um envelope.
“O que tem dentro?” Ele pegou e abriu. Uma petição de divórcio. E algumas chaves.
Seu rosto ficou cinza, depois vermelho.
—Você enlouqueceu? Acha que alguém algum dia vai te amar? Olha só pra você… Quem ia te amar, sua boneca velha e acabada?
Marina se virou em direção às escadas. Victor segurou seu braço.
—Espere! Aonde você vai? Vinte anos juntos! Eu te alimentei, eu te vesti!
—Eu me alimentei.
“Com o seu salário você não consegue nem comprar pão! Sem mim, você vai morrer debaixo de uma ponte!”
Marina deu um passo para o lado.
—Adeus, Victor.
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