“Na conta, com juros…” Ele olhou para a tela novamente e baixou a voz. “São mais de doze milhões.”
Marina não entendeu de início. Ela pediu que a caixa repetisse. A caixa repetiu claramente, sílaba por sílaba.
“Há também uma mensagem do remetente. Gostaria de vê-la?”
Marina assentiu com a cabeça. A caixa virou a tela em sua direção. Na tela, um endereço — em sua cidade, um bairro de prédios antigos de cinco andares — e duas linhas:
“Com licença. Entre, se puder.”
O guich
Etière chamou um táxi e emprestou seu suéter para Marina cobrir o roupão. O motorista não fez perguntas; apenas olhou pelo retrovisor.
O endereço me pareceu familiar: o bairro onde Marina havia crescido. Prédios desbotados, escadas descascadas, um parquinho com balanços enferrujados.
Ele subiu até o terceiro andar e ficou parado por um longo tempo em frente à porta, sem ousar bater. Então, tocou a campainha.
Um homem abriu a porta: alto, de cabelos grisalhos, vestindo roupas de trabalho. Ele olhou para ela e seu rosto se contraiu.
“Marinotchka…”, ele sussurrou.
Ela permaneceu em silêncio.
“Entre”, disse ele, dando um passo para o lado com a voz rouca.
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