“Eu já te disse: salada, Olivier!” Victor estava no patamar, com o rosto vermelho e cheirando a cerveja. “Mulheres normais cozinham. Onde você estava?”
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—Eu estava trabalhando… —Marina agarrou o batente da porta; suas pernas cederam—. Estávamos com muita pressa… Não durmo há 24 horas…
“Não me importo!” Ele agarrou o ombro dela e a virou em direção às escadas. “Todas as mulheres são recatadas, e você… você é só uma palavra!”
Marina recuou até o patamar. Victor deu um passo, olhando ao redor.
—Vitya, espere… Vou fazer isso rapidinho…
“Sai da minha frente!” Ele a empurrou pela altura do peito, não com muita força, mas ela tropeçou e sentou-se nos degraus. “Nunca mais apareça por aqui.”
A porta bateu com força. O trinco fez um clique e, em seguida, a corrente vibrou.
Marina estava sentada no chão frio de cimento, de roupão, sem conseguir entender o que acabara de acontecer. Um segundo antes, ela subia as escadas, pensando que finalmente poderia ir para a cama… e então… isso.
A televisão ligou-se atrás da porta. Victor acabara de ligar *A Ironia do Destino*.
Ela desceu as escadas. Sentia um formigamento nas pernas: oito horas em pé, carregando bandejas de pão e doces enquanto todos os outros aproveitavam o pré-festa. A escadaria cheirava a gato e estava fria.
A porta abriu-se novamente. Victor atirou algo escuro escada abaixo.
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