Eu respondi:
“Sim”.
Ela assentiu com a cabeça e não perguntou mais nada. Às vezes, as crianças aceitam a verdade com mais facilidade do que os adultos. Ou simplesmente escondem melhor a sua dor.
Comecei a fazer terapia com um psicólogo. No início, foi difícil. Eu ficava sentada, olhando para o chão, e dizia: “Está tudo bem”. Um dia, desabei em lágrimas ao sentir o cheiro de frango frito em um café perto de casa. E percebi que o “normal” nunca mais seria o mesmo.
Mas isso pode mudar.
Aprendi a viver sem a constante expectativa de perigo. Aprendi a não me assustar quando o telefone toca. Aprendi a não checar a respiração do Evan dez vezes por noite.
Às vezes funcionava.
Às vezes não.
Um novo silêncio
Um ano se passou.
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