Nina estava de pé em uma sala pequena, quase vazia.

Nina estava de pé em uma sala pequena, quase vazia.

Mais tarde, quando tudo se acalmou e os paramédicos chegaram, Nina ficou sozinha na varanda. O ar fresco roçou seu rosto, misturando-se com o perfume das flores e a sensação de frescor após a chuva repentina. Ela respirou fundo, sentindo a tensão se dissipar lentamente. Sua mão tremia, mas ela estava livre do medo que a atormentara nas últimas semanas.

Ela compreendeu: aquele dia deveria ter sido feliz, mas a felicidade nem sempre chega quando se espera. Às vezes, ela vem acompanhada de horrores e provações que revelam o verdadeiro valor da vida.

Nina fechou os olhos e finalmente se permitiu sentir alívio, medo, tristeza e uma estranha sensação de força crescendo dentro dela. Ela sabia que muitos dias difíceis estavam por vir, mas

Mas agora ela estava livre. E a liberdade, por mais inesperada que fosse, era a sua nova vida.

A luz dos candeeiros de mesa iluminava suavemente o seu rosto; a música que vinha do salão parecia de outro mundo, distante e estranha. Nina compreendeu que agora detinha o seu destino nas próprias mãos e que nenhuma intriga ou engano a poderia destruir.

Nina encostou-se no parapeito da varanda, tentando entender o que tinha acontecido. Tudo estava uma confusão em sua cabeça: medo, desconfiança, alívio. Como Greg, um homem tão calmo e confiável, poderia estar tramando algo assim? Ela se lembrou de momentos dos últimos dois anos: como ele ajudara seu pai após a morte do marido, como se integrara facilmente à família, cuidara da papelada e oferecera conselhos e apoio. Tudo parecera tão real… e agora?

De repente, ele se lembrou das palavras de Mikhail: “Não beba do seu próprio copo”. Mikhail nunca se enganava. Aquele homem, que observara a família por muitos anos, sempre enxergava mais do que os outros. E agora, seu aviso poderia salvar sua vida.

Uma estranha mistura de emoções tomou conta de Nina: traição, medo, raiva, mas também a certeza de que ainda estava viva e podia agir. Ela passou a mão pelo rosto, tentando se acalmar. O ar fresco da varanda ajudou-a a se recompor um pouco.

 

 

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