Na manhã seguinte
A compaixão nem sempre vem acompanhada de música de cinema.
Às vezes isso tem consequências.
Meu celular acendeu quando eu o conectei.
Chamadas perdidas. Mensagens de texto.
Uma mensagem de voz: de Darren.
Ele não é meu supervisor de turno.
O gerente.
Me liga. É sobre ontem à noite.
O estoque era escasso.
As câmeras mostraram que eu havia saído da estrada.
Voltei com compras.
Fiquei tempo demais sentado no carro.
Eu não havia roubado nenhum produto para mim.
Mas ele havia dado uma pizza de presente.
E o tempo.
Eu liguei para ele.
“Você não pode dar nada de graça”, disse ele firmemente. “Não é o seu dinheiro.”
“Eu não tinha comida”, respondi.
“Essa não é nossa responsabilidade.”
Lá estava.
A frase que divide os cômodos em dois.
Não. É nossa responsabilidade.
Ele me disse que eu teria que pagar pelo pedido.
E assine um documento.
Eu recusei.
“Não espero que isso seja normal”, eu disse.
Ela olhou para mim como se eu tivesse escolhido o drama em vez da lógica.
“Então você está acabado”, disse ele.
Entreguei-lhe a minha camisa do uniforme.
Fiquei desempregado.
Sem aplausos.
Não existe música heroica.
Apenas o cheiro dos contêineres de lixo no beco e o peso repentino do aluguel que vence em dez dias.
Eu voltei
Não era minha intenção.
Mas eu voltei dirigindo até a rua dela.
Chocado.
Não há resposta.
Senti um frio na barriga.
Empurrei a porta e a abri.
Ela ainda estava na poltrona reclinável.
Cinza. Pálido. De alguma forma menor.
“Baixei o aquecimento”, ela sussurrou. “A conta me assusta.”
Ela havia comido metade de uma banana.
Metade.
Num país onde bilionários lançam foguetes por diversão.
Perguntei sobre a família.
Ela mencionou seu filho, Eddie.
Ela disse que não gostava de “incomodá-lo”.
Encontrei o número dela em uma pequena agenda de endereços.
Quando liguei, ele respondeu com uma só palavra:
“Que.”
Suspeita.
Atitude defensiva.
O medo veste a raiva como uma armadura.
“Ela não está bem”, eu lhe disse.
Ele veio.
Ele entrou de repente.
Ele me acusou de estar bancando o herói.
Ela olhou para as compras como se fossem provas.
Então ele abriu a geladeira.
E eu vi.
Ele não gritou depois disso.
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