Ninguém disse nada. Até mesmo a tia Beatrice observava em silêncio, esquecendo-se completamente do prato. Lucas respirava com dificuldade. “Depois de tudo que eu fiz por você…” As palavras saíram com uma mistura de tristeza e exaustão. “Lucas, me diga uma coisa em particular.”
Ele não respondeu. “Não uma promessa. Não uma ideia. Não um plano. Algo concreto.” O silêncio tornou-se desconfortável. E, pela primeira vez, Lucas não tinha um sorriso para salvá-lo. Baixou o olhar.
“Não pensei que você se importasse tanto.” Essa honestidade inesperada dissipou a tensão. Não era crueldade. Era uma mistura de egoísmo e hábito. Ele presumiu que eu sempre estaria lá. E eu deixei. Sentei-me novamente. “Não se trata de dinheiro”, eu disse suavemente. “Trata-se de eu deixar de existir como pessoa e me tornar a solução.”
Mamãe chorou em silêncio. Papai encarava a mesa, como se procurasse uma resposta que não queria dar. Lucas sentou-se devagar. “E agora?” A pergunta não soava mais como um desafio. Soava real. “Agora”, respondi, “cada um de nós assume a responsabilidade pela própria vida.”
Olhei para ele sem raiva. “E eu vou começar a minha.” Passaram-se alguns segundos. Lucas mal assentiu. “Eu estava errado”, disse ele finalmente, quase num sussurro.
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