O dinheiro havia se tornado automático. Sagrado. Intocável.
Mas naquela manhã, algo não fazia sentido.
Não foi ruim. Ainda não.
Simplesmente… cansativo.
Aquele peso que você sente pouco antes de perceber que está carregando algo que nunca deveria ter lhe pertencido.
Eu e Marina nos conhecemos em um supermercado.
Nada de romântico, nada de cinematográfico. Sem trovões. Sem câmera lenta. Apenas uma noite de terça-feira e um carrinho com rodas rangendo.
Eu estava prestes a pegar um saco de arroz quando ouvi a voz dele atrás de mim.
“Com licença”, disse ela educadamente, “você sabe se este é melhor do que o de jasmim?”
Virei-me e a vi: cabelos escuros presos, sem maquiagem, um sorriso cansado, como se já tivesse tido um longo dia e ainda estivesse tentando ser simpática. Ela segurava dois sacos de arroz nas mãos, como se a escolha fosse da maior importância.
Não sei por que respondi assim. Talvez porque parecesse que eu estava tentando chamar a atenção.
“Jasmim, se você gosta do aroma”, eu disse. “Basmati, se você prefere mais fofo.”
Ela riu baixinho.
“Gosto das coisas fofinhas”, disse ela, e colocou o jasmim de volta no lugar.
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