“Sobreviver?”, repeti, um riso amargo escapando dos meus lábios. “Ela sobreviveu me deixando enterrar outra pessoa?”
Marina chorou ainda mais.
“Eu estava presa”, disse ela. “Eu estava com medo. Eu não conseguia… eu não conseguia continuar vivendo daquele jeito. Eu não conseguia…”
“Eu não conseguia respirar.”
Eu fiquei olhando para ela.
A mulher que chorara durante cinco anos estava parada na minha frente, dizendo-me que precisava de liberdade.
E que ela o havia obtido à custa da minha dor.
O homem atrás dela cruzou os braços.
“Escute”, disse ele calmamente, “não é…”
“Não se meta na minha vida”, retruquei rispidamente.
Ele estremeceu levemente, surpreso com a força da minha voz.
O olhar de Marina se voltou para ele e depois para mim.
“Não pensei que você continuaria me enviando dinheiro indefinidamente”, murmurou ela, quase envergonhada.
Essa frase me impactou de uma forma nova.
Não se trata apenas de traição.
Escárnio.
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