“Não”, disse Leonard. Sua voz era baixa e monótona, desprovida de qualquer calor humano. “Não a toque.”
—Leonard, por favor, você sabe como sua mãe fica quando está cansada. Ela esquece as coisas, fica confusa… talvez ela tenha tropeçado— insistiu Anne, agachando-se e tentando colocar a mão no braço dele.
Leonard ergueu os olhos. Seus olhos, normalmente calorosos e pensativos, eram agora dois abismos vazios. Não havia…
Uma fúria reprimida, mas algo pior: uma decepção tão profunda que beirava a indiferença absoluta.
“Eu vi você, Anne. E eu ouvi você.”
A frase ficou pairando no ar. Anne piscou, recuando como se tivesse levado um soco. Tentou sorrir, num sorriso grotesco de pânico.
“Você está exagerando. Eu estava frustrada, sim, mas jamais o machucaria. Leonard, nós íamos nos casar…”
Leonard levantou-se lentamente, ajudando Catherine a se levantar com infinita delicadeza. Ele passou um braço em volta dos ombros dela e pegou a bengala do chão.
“Vá para o seu quarto”, disse ele, sem olhar para Anne.
“Que?”
“Você me ouviu. Vá. Faça as malas. Você não passará mais uma noite sob este teto.”
“Você está me demitindo?” A voz de Anne subiu uma oitava, carregada de incredulidade e indignação. “Por causa de um mal-entendido? Vai jogar nosso futuro fora por causa disso?”
Leonard parou na porta. Virou ligeiramente a cabeça, o suficiente para que ela visse seu rosto endurecido.
Nunca mais fale com a minha mãe. Nunca.
Continua na próxima página
Para ver os tempos de cozimento completos, vá para a próxima página ou clique no botão (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos do Facebook.
Leave a Comment