O velho fechou a porta calmamente por dentro e girou a chave. A fechadura fez um clique. O som foi alto demais no silêncio.
—Entre—, disse ele, apontando para o sofá.—Sente-se.
Trocaram olhares, mas sentaram-se. Um permaneceu ali como se o lugar lhe pertencesse, o segundo sentou-se mais perto da saída, e o terceiro manteve o olhar fixo no velho.
O velho aproximou-se lentamente da porta, verificou a fechadura novamente e virou-se para olhá-los.
“Ah… Agora vamos conversar em particular, nos bastidores.”
Ele sentou-se em frente a eles. Suas costas estavam eretas e seu olhar, pesado.
Vamos nos conhecer melhor. Você não me conhece, é claro. Estou velho demais para me gabar. Mas seus pais certamente se lembram de mim.
O silêncio tomou conta da sala.
Eu já fui chefe da máfia. Controlava o bairro. Cumpri várias penas. E não por delitos menores, mas por crimes graves.
Um dos meninos tentou sorrir:
Vovô, você está tentando nos assustar com contos de fadas?
O velho nem sequer levantou a voz.
Escute com atenção. Você veio para me ameaçar. Entrou na minha casa. Sem pedir permissão. Sem entender no que estava se metendo. Esse foi o seu primeiro erro.
Ele inclinou-se ligeiramente para a frente.
Em segundo lugar, você decidiu que eu sou fraco. Que ser velho significa que sou indefeso.
Ele fez um gesto lento em direção à porta fechada do quarto ao lado.
Na sala ao lado, tenho munição numa quantidade que você nem consegue imaginar. E se eu quiser, você não sai daqui. Nem por um segundo.
Eles não estavam mais rindo.
“Farei com que você se arrependa de ter nascido.”
O velho falava em voz baixa. E era exatamente por isso que suas palavras soavam ainda mais aterrorizantes.
Você só tem uma chance. Levante-se, peça desculpas e vá embora. E esqueça a ideia de voltar a esta casa.
O silêncio prolongou-se por um longo tempo. Um dos bandidos engoliu em seco.
“Você está falando sério… a pessoa certa?”
O velho olhou para ele com calma.
“Verificar.”
Os rapazes trocaram olhares. A insolência havia sumido de seus olhos. Restavam apenas dúvida e ansiedade. Eles entendiam uma coisa: se ele não estivesse mentindo, era perigoso se meter com um homem como aquele. E se estivesse mentindo… eles também não queriam descobrir.
Aquele que o havia agarrado pelo pescoço antes se levantou primeiro.
“Vamos”, disse ele baixinho aos outros.
Eles se dirigiram para a porta.
O velho abriu a porta e deu um passo para o lado.
“A decisão certa.”
Os três homens saíram sem olhar para trás. A porta bateu com força. Os passos se dissiparam rapidamente pela rua.
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