“Vitya, você acredita nela? Isso é um absurdo! Ela só está com inveja!” Lyudmila Petrovna apontou para Marina. “Ela não tem filhos nem emprego, então está inventando tudo!”
“Responda à pergunta”, repetiu Viktor Semyonovich. “Quem é?”
Houve uma pausa. Tão longa que se podia ouvir o tique-taque do relógio na parede.
Lyudmila Petrovna abriu a boca, fechou-a, abriu-a novamente e, de repente, sentou-se de volta na cadeira. Seus ombros caíram.
“Ela é…” começou ela, e então se calou. “Ela é apenas uma conhecida. Combinamos de nos encontrar…” “Por minha conta?” esclareceu Viktor Semyonovich.
Ele não respondeu.
Suficiente.
Os convidados começaram a falar de forma desajeitada.
Todos começaram a se levantar, alguns para se despedir, outros fingindo se lembrar urgentemente de algo para fazer. A comemoração desmoronou como um castelo de cartas.
Dima permaneceu em silêncio o tempo todo. Ela olhou para sua mãe, seu pai e Marina. Seu rosto tinha uma expressão confusa e infantil, como se seu mundo familiar tivesse se despedaçado e ela não soubesse o que fazer.
Quando a porta se fechou atrás do último convidado, apenas os quatro permaneceram no apartamento.
“Vá embora, Marina”, disse Lyudmila Petrovna de repente, com um tom de cansaço. “Você já disse o que tinha para dizer. Está satisfeita?”
Marina levantou-se lentamente da mesa.
“Não disse isso para ficar satisfeita. Disse porque não conseguia mais ficar em silêncio.”
Ele olhou para Dima.
“Vocês já ouviram tudo. Eu aguentei isso por três anos. Hoje termina.”
“Marin…” Ele deu um passo em direção a ela. “Espere.”
“Não, Dima”, ela respondeu suavemente. “Esperei tempo demais.”
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