“Esse é o colar da minha falecida esposa!” gritou o magnata, mas a resposta da faxineira foi…

“Esse é o colar da minha falecida esposa!” gritou o magnata, mas a resposta da faxineira foi…

“Senhor, eu não roubei nada”, gaguejou ela, dando um passo para trás. “Eu juro, Sebastian não ouviu.” Ele chutou a cadeira que bloqueava seu caminho e avançou sobre ela como uma tempestade. Os clientes das mesas próximas se afastaram, assustados com a fúria do homem. “Não minta para mim”, rugiu Sebastian, encurralando-a contra uma coluna. “Procurei essa joia por 23 anos. Onde você a conseguiu? Fale.” O gerente do restaurante, Sr. Van, veio correndo, com o rosto vermelho de pânico.

Sr. Cross, por favor. Vans se colocou entre eles, acenando com as mãos. Minhas desculpas. Esta garota é nova. Ela é uma ladra incompetente. Ibi, você está demitida? Saia daqui agora mesmo antes que eu chame a polícia. Vans agarrou o pulso da gerente com força, tentando arrastá-la em direção à cozinha. Ibi gritou de dor, mas antes que pudesse resistir, uma mão forte agarrou o pulso da gerente e apertou até que os nós dos dedos ficassem brancos. Era Sebastian. Solte-a, ordenou ele a Sebastian em voz baixa e ameaçadora.

Se você tocar nela de novo, juro que acabo com este negócio amanhã. Vance soltou a garota imediatamente, tremendo de medo, e recuou com as mãos erguidas. Mas, Sr. Cross, ela está com o seu colar. Cale a boca e saia, Sebastian disparou sem olhar para ele. Sebastian voltou sua atenção para Ivy. Eles estavam tão perto que ela podia sentir o cheiro da bebida cara em seu hálito e ver a dor crua em seus olhos cinzentos. “Me dê o colar”, exigiu ele, estendendo a mão com a palma aberta.

“Agora não.” Ibi balançou a cabeça, agarrando-se desesperadamente à alegria. “É meu. É a única coisa que me restou da minha mãe. Tenho desde que era bebê.” “Você está mentindo!” gritou Sebastian, socando a coluna com o punho. “Minha esposa estava usando na noite em que morreu no acidente. Ninguém sobreviveu. Ninguém.” A fúria de Sebastian parece incontrolável, mas aquele camafeu dourado esconde uma verdade que foi enterrada por 23 anos.

Ibi, trêmula, mas movida por uma estranha dignidade, abriu o zíper do vestido com dedos nervosos, retirou o camafeu e o ergueu diante do rosto do milionário, sem, contudo, entregá-lo. “Se você acha que eu o roubei, diga-me o que está escrito na inscrição”, desafiou-a, com a voz embargada. “Se é seu, você deve saber o que está escrito no verso.” Sebastián congelou. Sentiu a respiração presa na garganta.

Sua voz suavizou, carregada de uma tristeza infinita. Ele disse: “S-E para sempre.” E examinou lentamente o camafeu. A luz do quarto iluminava as letras gravadas no ouro desgastado. S+E para sempre. Sebastian soltou um suspiro abafado. Arrancou a joia de suas mãos e passou o dedo sobre a inscrição repetidas vezes, como se quisesse ter certeza de que era real. É impossível, sussurrou, erguendo os olhos para encontrar os dela.

Quantos anos você tem? 23, respondeu Ivy, esfregando o pescoço nu. Quando é seu aniversário? Não sei ao certo, admitiu ela. Fui encontrada abandonada em 12 de dezembro. O mundo de Sebastian parou em 12 de dezembro, a data exata do acidente, a data em que enterrou sua esposa e o filho que ela esperava. “Venha comigo”, disse ele de repente, agarrando seu cotovelo. “Não havia mais raiva, apenas uma urgência frenética. Não vou a lugar nenhum com você.” Ivy tentou se soltar.

“Me devolva meu colar. Eu te pago.” Sebastian tirou a carteira do bolso e jogou um maço de notas na mesa mais próxima sem nem olhar. “Te dou 10.000 só por conversar comigo. Dez minutos. 20.000 se você vier agora.” O restaurante inteiro prendeu a respiração. Ivi olhou para as notas espalhadas. Então, encontrou o olhar suplicante do homem mais rico da cidade. “30.000”, disse ela, com o coração disparado, “e me devolva o colar assim que terminarmos.” “Feito.” Sebastian se virou para o gerente, que ainda tremia em um canto.

Vans, quero a sala reservada e não quero ser incomodado. Se alguém entrar, está perdido. Sem esperar por uma resposta, Sebastian empurrou Ivy em direção ao corredor reservado. Enquanto ela caminhava, ele pegou o celular e discou um número com os dedos trêmulos. “Dr. Reed, aqui é Cross. Venha agora mesmo ao restaurante Skyline. Traga o equipamento para um teste de DNA urgente. Sim, você ouviu direito. Largue o que estiver fazendo e venha. É uma questão de vida ou morte.” Sebastian trancou a porta com um clique metálico que ecoou como um tiro na pequena sala.

Ele se virou imediatamente, o rosto coberto de suor frio, e apontou para o sofá de couro preto. “Sente-se”, ordenou. Ibi ficou de pé com as costas contra a parede, respirando com dificuldade. “Ele disse que só queria conversar”, respondeu, mantendo distância. “Abra a porta. Quero meus 30.000 e quero ir embora.” Sebastian ignorou o pedido. Afrouxou a gravata como se estivesse sufocando-o e começou a andar de um lado para o outro no quarto como um animal enjaulado.

“O dinheiro é seu quando o médico terminar”, disse ele sem olhar para ela. “Agora fale. Você disse que a encontraram no dia 12 de dezembro. Que horas?” “Não sei”, respondeu Ivy, observando cada movimento do milionário. “Eu era um bebê. Como eu ia saber as horas?” Sebastián parou abruptamente e se aproximou dela, invadindo seu espaço pessoal. Ivy podia ver as veias salientes em seu pescoço. “O que as freiras lhe disseram”, insistiu ele, com a voz tensa. “Elas devem ter lhe dito alguma coisa.”

Ninguém aparece do nada. Quem a trouxe para lá? Ibi hesitou. Odiaba falou sobre seu passado, sobre a história que a definiu como uma criança indesejada, mas o medo daquele homem a obrigou a responder. Irmã Maude me disse que era tarde. De manhã cedo, estava chovendo muito. Uma tempestade, Sebastian o corrigiu em um sussurro. Houve uma tempestade terrível naquela noite. Continue. Alguém tocou a campainha do orfanato. Ivy prosseguiu, olhando para baixo. Quando a freira abriu a porta, não havia ninguém lá, apenas um embrulho no chão, envolto em uma jaqueta masculina suja e molhada.

Sebastian agarrou os ombros de Ibi com força. Uma jaqueta. Que tipo de jaqueta? Está me machucando. Ivy gritou, empurrando-o. Sebastian a soltou imediatamente, erguendo as mãos, embora seus olhos brilhassem com uma intensidade febril. Desculpe, continue. A jaqueta era de couro, disse Ivy, esfregando os braços. Velha, cheirava a tabaco e óleo de motor. A irmã dela disse que parecia roupa de mendigo ou de mecânico. De mecânico. Sebastian fechou os olhos por um instante. Sua mente viajou 23 anos no passado.

Não havia mecânicos em seu círculo de amizades, mas o acidente aconteceu na estrada da montanha. Qualquer um poderia ter passado por ali. “E o colar?”, perguntou Sebastian, abrindo os olhos novamente. “Estava no casaco. Eu o estava usando”, disse Ivy, tocando o pescoço nu. “Estava amarrado com um nó duplo, bem apertado, como se alguém tivesse medo que caísse. A Irmã Maude o guardou no cofre até eu completar 18 anos. Ela disse que era minha única herança.” Uma forte batida na porta interrompeu a confissão.

 

 

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