FLASHBACK – 20 ANOS ANTES
O orfanato onde Lucia morava estava em chamas.
Gritos.
Fumaça.
Chamas por toda parte.
A pequena Lucia ficou presa.
— Socorro! Por favor!
De repente, um homem correu em meio às chamas.
Ela não o reconheceu.
Ele a envolveu em um cobertor úmido e a abraçou com força.
“Não me solte, pequena!” gritou o homem.
Lúcia sentiu o fogo queimando as costas do homem…
porque ele estava suportando toda a dor para protegê-la.
Antes de perder a consciência, ele viu a tatuagem em seu ombro:
uma águia com uma rosa.
Quando ela acordou no hospital, os bombeiros disseram que um “bom samaritano” a havia salvado e ido embora sem se identificar.
Ela nunca mais o viu.
Lúcia retornou ao presente.
Com as mãos trêmulas, ela tocou as cicatrizes de Dom Rafael.
“Foi você…?” ela soluçou. “Foi você quem me salvou?”
Lágrimas escorriam pelo rosto do velho.
E com grande esforço, ele fechou os olhos: um sinal de “sim”.
Nesse instante o telefone tocou.
Era Daniel.
“Está tudo bem com meu pai?”, perguntou ela, ansiosa.
“Daniel…” exclamou Lucia, chorando. “Por que você nunca me contou?
Seu pai foi o homem que salvou minha vida quando eu era criança!”
Silêncio do outro lado.
“Você entrou no quarto dela…” ela sussurrou.
—Eu vi as cicatrizes! Eu vi a tatuagem! Por que você escondeu isso de mim?
Daniel soltou um suspiro profundo.
“Porque essa foi a decisão do meu pai…
Quando ele te conheceu, te reconheceu instantaneamente. Mas ele me pediu para nunca te contar.
Ele disse:
‘Não quero que ele te ame por gratidão. Quero que ele te escolha por amor, não por obrigação.'”
Lucía caiu no chão, devastada.
— É por isso que ele nunca quis que você o visse dessa forma…
Ele queria que você se libertasse do seu passado.
Lúcia desligou o telefone.
Ela se ajoelhou ao lado da cama e abraçou o velho delicadamente.
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