A princípio, pensamos que ela estava se aproveitando dele. Mas quando a conhecemos — gentil, educada e de voz suave — percebemos o jeito como ela olhava para meu pai. E o jeito como ele olhava para ela. Não era pena. Era paz.
A cerimônia aconteceu no quintal da nossa casa, debaixo de uma grande mangueira decorada com luzinhas. Nada extravagante, apenas um encontro simples de amigos e familiares, frango assado, refrigerantes, risadas e algumas lágrimas.
Larissa usava um vestido rosa claro, o cabelo estava preso e seus olhos transbordavam ternura. Meu pai parecia nervoso, mas feliz, como um jovem apaixonado pela primeira vez.
Naquela noite, enquanto todos ajudavam na limpeza, minha irmã brincou:
“Pai, tenta não fazer barulho hoje à noite, tá bom? As paredes são finas!” Ele riu e respondeu:
“Ah, vai cuidar da sua vida, seu pestinha.”
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