Mas outra voz — talvez aquela que ele tentara ignorar desde o luto — disse:
“Vá. Você não tem mais nada a perder.”
Ele seguiu a velha.
Atravessaram o beco estreito do cemitério e seguiram por uma trilha pedregosa. O céu escureceu e grandes flocos de neve começaram a cair. Ao longe, uma lanterna meio quebrada lançava uma luz amarela bruxuleante.
A idosa parou em frente a uma pequena casa de pedra, antiga e quase deserta, com as janelas cobertas por vidros rachados e opacos.
“Por favor, entre”, murmurou ela.
Edward franziu a testa.
—Por que aqui?
—Porque é aqui que a verdade começa… e é aqui que você precisa tomar uma decisão.
Ela abriu a porta.
O interior estava iluminado por velas, mas não havia ninguém à vista.
Uma pasta grossa estava sobre a mesa.
Ele caminhou até ela e a abriu.
Dentro:
Certidões de nascimento.
Fotos de uma menina em diferentes idades.
Registros médicos.
E… documentos de adoção ainda não finalizados.
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