“Na minha opinião?”, repetiu ele, atônito.
“De acordo com o que lhe disseram.”
Ela enfiou a mão no bolso interno do seu velho casaco e tirou um pequeno envelope branco escrito à mão. A caligrafia era feminina, delicada, mas trêmula. Ela o estendeu para ele.
“Isto é para você.”
Édouard hesitou.
Tudo dentro dele gritava por protesto.
Algo estava errado.
Mas algo dentro dele tinha ainda mais medo de descobrir.
Finalmente, ele pegou o envelope.
Estava frio.
Frio demais.
Parecia que tinha passado a noite na neve, mas as bordas estavam limpas, perfeitas e sem nenhum vestígio de umidade.
Ele o abriu.
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