Imagens passaram diante de seus olhos, uma após a outra. Esfregando o chão enquanto Vitalik estava “cansado”. Gastando seu último dinheiro em compras. Ouvindo as repreensões de Galina Stepanovna e permanecendo em silêncio. Como ela se convencia, a cada vez, de que tudo aquilo era temporário.
Mas acabou que ela era apenas temporária.
Tatyana se levantou e pegou uma mala velha do armário. A mesma com a qual havia se mudado, acreditando na natureza “temporária” das coisas. Arrumou seus pertences em silêncio, sem alarde. Apenas o essencial. Documentos. Alguns vestidos. Um carregador de celular. De repente, tudo o mais deixou de importar.
Ouviram-se risos na sala. Taças tilintaram. Ninguém a viu sair para o corredor.
“Tânia! Aonde você vai?” perguntou Galina Stepanovna ao ver a mala.
Tanya se virou. Ela parecia calma, não irritada.
“Lar.”
“O que você quer dizer com ‘casa’?”, perguntou a sogra, franzindo a testa. “E o jantar? E os convidados?”
“Não me serve mais para nada”, disse Tatiana suavemente. “Sem visitas. Nem você. Nem seu filho.”
Vitalik a seguiu, já irritado.
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