Elena voltou para casa às 10h03. Ela estava sorrindo. Tinha flores. Tinha o rosto de uma esposa ideal.
Ela abriu a porta da frente e encontrou o que jamais imaginara: policiais, promotores, seu amante algemado e Ricardo… sentado no sofá.
Ricardo não gritou. Ele não chorou. Ele não fez escândalo.
Ele apenas olhou para ela.
Elena permaneceu imóvel, como se o chão lhe tivesse sido arrancado.
“Ricardo…” ele gaguejou. “O que… o que você está fazendo aqui? Você deveria estar…!”
Sua voz falhou. Ela se entregou.
O promotor deu um passo à frente.
—Sra. Elena Santoro, a senhora está presa por conspiração para cometer homicídio, fraude e associação criminosa.
Elena soltou uma risada nervosa e desesperada.
—Isso é ridículo! Meu marido está confuso! É uma armadilha!
Ricardo levantou a mão calmamente.
—Não, Elena. A armadilha foi sua.
O promotor mostrou o vídeo.
O rosto de Elena se desfez segundo a segundo, como porcelana se estilhaçando.
“Eu… eu não…” ele tentou dizer. “Isso foi editado!”
Então Marta apareceu atrás deles, escoltada por um policial. Sua voz era baixa, mas firme:
“Não foi editado, senhora. É você. É a sua voz. E…” Marta engoliu em seco, “Eu também tenho a receita que a senhora escondeu no armário. Os comprimidos. A dosagem.”
Elena virou a cabeça na direção de Marta com puro ódio.
“Você…” ele cuspiu as palavras. “Você era meu funcionário!”
Marta olhou para ela, sem desviar o olhar.
Não. Eu era uma pessoa. E você se esqueceu disso.
Elena tentou atacar, mas os policiais a impediram.
Alfonso, pálido, tentou falar.
—Ricardo, por favor… é um mal-entendido…
Ricardo levantou-se lentamente.
“Não diga meu nome”, disse ele, não gritando, mas com uma frieza que fez o ar tremer. “Porque se estou vivo… é por causa dela.” Ele apontou para Marta. “E você… você quase me matou.”
O promotor levou os dois embora.
E pela primeira vez em anos, a mansão de Ricardo parecia… verdadeiramente silenciosa.
Os meses seguintes foram uma verdadeira correria.
Manchetes. Rumores. Pessoas dizendo “Eu sempre soube”. Pessoas se escondendo.
Mas a justiça prevaleceu, porque havia provas.
Elena caiu em desgraça não apenas por causa do plano contra Ricardo, mas também por causa de uma rede de fraudes: contas ocultas, contratos falsificados e subornos.
Alfonso confessou quando percebeu que estava perdido.
E o médico “simpático” que assinou documentos duvidosos também foi investigado.
Ricardo, pela primeira vez, viu sua vida como uma casa da qual as paredes haviam sido derrubadas.
Mas em meio a esse colapso, havia algo firme: Marta.
Ricardo nunca mais a tratou como uma “funcionária”. Nunca mais.
Ele ofereceu uma casa para ela e para a irmã dela.
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