Um milionário chega em casa mais cedo e a empregada lhe diz: “Não fale…” O pensamento o deixa sem palavras…

Um milionário chega em casa mais cedo e a empregada lhe diz: “Não fale…” O pensamento o deixa sem palavras…

—E Marta… vamos nos despedir dela mais tarde. Não quero nenhuma testemunha antiga.

Ricardo fechou os olhos por um segundo.

“Nós nos despedimos.”

Marta estava em perigo real.

Elena apagou algumas luzes. Apenas alguns abajures permaneceram acesos. Silêncio, passos em direção à escada, uma porta no andar de cima se fechando.

Alfonso caminhou em direção à saída dos fundos.

E quando o som da porta desapareceu por completo, a casa ficou parecendo um mausoléu.

Ricardo esperou dez respirações. Vinte.

A porta do armário se abriu.

Marta apareceu, pálida, suando, mas com um olhar firme.

—Agora—ele sussurrou—. Venha comigo.

Ricardo saiu furioso como um animal ferido. Suas pernas tremiam. Ele queria correr em direção às escadas, em direção à esposa, em direção à raiva… mas Marta o deteve.

—Não, Dom Ricardo. Se você a confrontar… ela o matará. Não amanhã. Hoje. Ela tem pílulas, ela tem veneno, ela tem… pessoas.

Ricardo olhou para ela, devastado.

—Há quanto tempo você sabe?

Marta engoliu em seco.

—Semanas. Eu a ouvi por acaso. Eu queria ir embora. Mas… —seus olhos se encheram de lágrimas— você me deu um emprego quando ninguém mais queria. Você pagou pelo tratamento da minha irmã sem pedir nada em troca. Eu… eu não podia deixá-la morrer assim.

Ricardo sentiu um nó na garganta. Não era hora para emoções, mas uma única palavra lhe escapou:

-Obrigado.

Marta assentiu com a cabeça.

—Pegue tudo. Está na nuvem. E também enviei para um contato de confiança… só por precaução, caso algo me aconteça.

Ricardo apertou a mão de Marta.

—Vamos lá. Agora.

“Não pela porta da frente”, disse ela. “Há câmeras. E o guarda… ele foi subornado.”

Ricardo se lembrou do vigia noturno. “Tão leal.” De repente, tudo pareceu suspeito.

Marta o conduziu por um corredor de serviço até uma pequena porta ao lado da lavanderia. Saíram para o jardim dos fundos. O ar frio da noite o atingiu como um tapa.

Na parte mais escura, atrás de algumas sebes, havia um carro velho: o da Marta.

“Entre”, disse ela.

Ricardo hesitou por um segundo. Ele, o milionário, entrando no humilde carro de seu funcionário, fugindo de sua própria casa.

Mas naquela noite, o dinheiro não valia nada.

Ele subiu.

Marta começou a dirigir sem acender os faróis, lentamente no início, e depois mais rápido quando deixaram o portão dos fundos para trás.

Eles não falaram até estarem bem longe. Até verem a mansão se transformar em uma sombra.

Ricardo, olhando fixamente para a frente, sussurrou:

—Para quem você enviou?

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