Senti o mundo girar.
Não era alegria. Nem excitação. Apenas vertigem.
O advogado foi claro: o processo ainda não estava finalizado e, por questões de segurança jurídica, precisava ser mantido em absoluto sigilo até que tudo fosse assinado.
Planejei contar ao meu marido, Rodrigo, depois do parto.
Achei que seria um novo começo.
Mas Rodrigo vinha mudando há meses. O dinheiro o havia deixado amargo. Cada conta o irritava, cada despesa o fazia explodir. Sua voz ficou áspera, impaciente, cortante.
Eu repetia para mim mesmo que era estresse. Pressão. Medo de ser pai.
Cometi um erro.
Naquela noite, enquanto eu dobrava as roupinhas do nosso filho, Rodrigo olhou para mim como se eu fosse um móvel velho, algo inútil ocupando espaço.
Ele falou sem elevar a voz. Sem emoção. Sem alma.
—Não posso mais te apoiar.
Fiquei paralisado.
“Estou grávida… Estou prestes a dar à luz”, sussurrei, apoiando-me na mesa para não cair.
Ele pegou as chaves com um gesto cansado.
—Esse não é o meu problema. Cansei de você.
E ele foi embora.
Horas depois, minha bolsa estourou.
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