A garota gastou todas as suas economias para comprar um cachorro gravemente ferido, vendido por um preço tão baixo que ninguém sequer notaria se fosse doado, sem saber que havia alguém que o procurava há anos.

A garota gastou todas as suas economias para comprar um cachorro gravemente ferido, vendido por um preço tão baixo que ninguém sequer notaria se fosse doado, sem saber que havia alguém que o procurava há anos.

O cachorro tremeu. Um movimento leve, quase imperceptível. Então, lentamente, baixou a cabeça e tocou os dedos da menina com o focinho.

Ramón sentiu um nó no peito. Naquele instante, ele entendeu que o cachorro não era mais “apenas um pedaço de lixo”. Era o começo de algo que mudaria suas vidas.

Quando abriram a gaiola, o metal rangeu como uma porta velha. O cachorro demorou a se levantar. Sua pata traseira tremia. Deu um passo. Depois outro. E percebendo que ninguém o estava batendo ou puxando, aproximou-se e repousou o focinho na palma da mão de Luz.

“Nós aceitamos”, disse ela, sem levantar os olhos.

Ramón passou a mão na nuca.

—Ela está muito doente, filha. Ela precisa de um veterinário.

—Então nós o ajudaremos— respondeu Luz, com uma certeza que não parecia ser a de uma criança.

As pessoas abriram caminho para ela. O cachorro mancava atrás dela, como se já soubesse que podia confiar nela.

A poucos metros dali, ao lado de uma velha caminhonete, uma mulher de jaleco branco examinava um cavalo. Era a  Dra. Elena Cruz , veterinária da cidade, conhecida por sua seriedade e seu enorme coração.

Luz correu em direção a ela.

“Senhora… ele está muito doente”, disse ele, apontando para o cachorro. “A senhora pode salvá-lo?”

Elena se agachou, olhou nos olhos do animal e depois olhou para Ramón.

“Ele tem uma chance”, disse ela, “mas precisamos ir à clínica agora. Ele está desidratado, com uma infecção, e aquela perna…” Ela respirou fundo. “Se esperarmos, vamos perdê-lo.”

Ramón engoliu em seco.

“Vamos”, respondeu ele, como se estivesse fazendo uma promessa.

Durante a viagem, o cachorro ficou deitado no banco de trás. Sua cabeça estava apoiada nas pernas de Luz. A cada solavanco na estrada, ela o acariciava atrás da orelha.

“Vai ficar tudo bem”, ele sussurrou. “Você está segura agora.”

Elena trabalhou por horas. Lá fora, o céu escureceu. Ramón esperava com Luz nos braços. Ela não estava dormindo.

Finalmente, a porta se abriu.

“Ela vai sobreviver”, disse Elena, exausta. “Ela vai precisar de tempo, mas é forte.”

“Tem algum nome?” perguntou Luz.

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