O neto empurrou a avó para dentro do lago, sabendo que ela não sabia nadar e tinha pavor de água, apenas como uma brincadeira. Os familiares estavam por perto, rindo, e nenhum deles conseguia imaginar o que aquela mulher faria ao sair da água.
O neto estava de pé na beira do cais, sorrindo como se estivesse prestes a fazer algo inofensivo.
—Vovó, você se lembra de dizer que não sabia nadar e sempre quis aprender?
Ela ajeitou o cachecol nervosamente e olhou para a água. O lago parecia escuro e frio.
—Sim, eu fiz isso. Mas tenho medo de água. Muito medo. Não brinque assim.
“Pare de ser tão dramático”, riu o neto de dezenove anos. “Você só está ficando nervoso.”
Ela deu um passo para trás, mas ele foi mais rápido. Um leve empurrão nas costas a fez perder o equilíbrio. Ela caiu, bateu na água e, por um instante, desapareceu sob a superfície.
Quando ela subiu as escadas, havia verdadeiro medo em seus olhos.
“Socorro… eu não consigo…” sua voz falhou.
Ela tentou se agarrar às tábuas do cais, mas suas mãos escorregaram na madeira molhada. Suas roupas a puxaram para baixo e sua respiração ficou ofegante. Ela se debateu, engoliu água e afundou novamente.
Eles estavam rindo no cais.
“Filma, filma, isso é épico”, disse sua nora, erguendo o celular.
“Vovó, uau, atriz do ano!” gritou o segundo neto.
Seu próprio filho estava de pé ao lado, com um sorriso torto no rosto.
“Ele só está tentando nos assustar, quer chamar a atenção”, disse ela com a mesma calma como se estivesse falando de mau tempo.
Ele submergiu novamente e, por um instante, houve silêncio. Mas, quando emergiu tossindo, as risadas recomeçaram.
“Chega desse circo, pode ir embora”, disse a nora irritada.
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