Ele estremeceu como se tivesse levado um soco. “Nem olhei os resultados quando saíram.”
Eu sei. Seu advogado os enviou para o meu. Eles coincidem em 99,9%. Ela é sua, Ethan. Mas isso não significa que você pode voltar para a minha vida e fingir que nada disso aconteceu. Isso não apaga os últimos oito meses.
“Eu sei”, disse ele, enxugando os olhos com as costas da mão. “Eu sei que não mereço nada de você. Mas quero ser responsável. Quero fazer a coisa certa agora.”
“Para o bebê?”
“Para nós dois”, disse ela com firmeza.
Eu o observei atentamente, esse homem que um dia amei, em quem confiei e com quem planejei um futuro. Ele não era mais a pessoa confiante e ambiciosa com quem me casei, aquela que sempre tinha um plano e sabia o que fazer em seguida. Ele estava destruído, assustado, afundando em vergonha e arrependimento.
“Vocês vão se casar daqui a dois dias”, lembrei a ela.
“Eu cancelei”, disse ela, com voz firme e confiante. “Liguei para o local da festa do meu carro, a caminho de lá. Disse a eles que não haveria casamento, que eu perderia todos os depósitos. Não me importo com o dinheiro, nem com o que as pessoas pensam, nem com quantos planos serão arruinados. Não posso me casar com alguém que mentiu para mim sobre algo tão importante.”
Isso me impactou mais do que qualquer outra coisa que aconteceu naquele dia surreal.
O início do aprendizado de como se apresentar.
Minha mãe, que permanecera em silêncio durante toda aquela conversa, parada junto à janela como se estivesse assistindo a uma peça que não conseguia acreditar ser real, finalmente falou.
Acho que você deveria ir agora, Ethan. Minha filha precisa descansar, e a sua também. Isso foi demais para um dia só.
Ethan assentiu imediatamente, já se dirigindo para a porta. Mas parou, com a mão na maçaneta, e se virou para me olhar mais uma vez.
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