Num jantar de Ano Novo, minha mãe se levantou e anunciou: “Não vamos mais cuidar das suas filhas.” Olhei em volta e perguntei: “Sério?” Ela nem pestanejou. “Chega de cuidar delas. Chega de consertos.” Saí da sala e, antes da contagem regressiva chegar a dez, percebi que ela não via minhas filhas como família, mas como uma ferramenta.
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