No dia em que fechei a porta atrás de mim, não senti drama. Senti alívio.
Meses depois, o hospital me ligou quando Adrián foi internado novamente. Recusei-me a me envolver. Seus cuidados agora pertenciam àqueles que ele considerava “da família”.
Hoje estou sentada num café luminoso que abri com a Camila. Escrevo durante as horas tranquilas, observando as pessoas passarem com vidas que já não invejo nem temo.
Eu não sou mais a sombra que sustenta outra pessoa.
Estou completo(a).
E uma vez restaurada a dignidade, ela nunca mais pede permissão para ficar.
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