Meu pai estava desaparecido havia três dias e já estavam reescrevendo a história dele. O homem que me ajudou a segurar a bicicleta quando eu era pequena, que me esperou do lado de fora da sala de aula no meu primeiro dia de aula, que nunca perdia uma ligação aos domingos à noite. E agora Vivien estava parada ao lado do túmulo dele, tentando me apagar da memória.
“Você não tem um pingo de decência?” perguntou tia Greta, com a voz trêmula de fúria. “Em um funeral?”
“Estou compartilhando fatos”, respondeu Vivien gentilmente. “O legado de Sterlington pertence à sua verdadeira linhagem: a Dexter.”
Uma tosse se fez ouvir perto do carvalho. Eugene Hullbrook, advogado do meu pai por duas décadas, deu um passo à frente com calma e comedida. Ele segurava sua pasta como se ela contivesse algo muito mais pesado do que papel.
“Sra. Caldwell”, disse ele calmamente, “antes de prosseguirmos, talvez devêssemos abordar o que Sterling me confidenciou.”
Vivien perdeu a compostura.
“O que você está insinuando?”
“Há seis meses”, continuou o Sr. Hullbrook, “Sterling entregou um pacote lacrado com instruções explícitas. Ele previu essa possibilidade.”
Seus dedos apertaram a pasta com força.
“Ela me disse”, disse o advogado, parando entre nós, “Se Vivien tentar questionar a linhagem de Brooke depois da minha morte, leia esta carta em voz alta e reproduza a gravação.”
O ar pareceu acalmar-se. Até mesmo o trânsito distante pareceu abafado.
“É um absurdo”, insistiu Vivien, embora a incerteza tenha se insinuado em sua voz.
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