Sophia Ramirez passou meses limpando discretamente o amplo espaço físico de Carter, sem que o homem que morava lá percebesse.
Nathan Carter, um jovem milionário do ramo da tecnologia, estava doente desde que o conheceu: pálido, exausto, tossindo, eternamente preso em sua suíte principal, enquanto os médicos davam de ombros, impotentes.
Mas certa noite, enquanto eu olhava ao redor atrás do enorme camarim, Sophia percebeu. Uma pequena mancha escura e úmida escondida atrás da parede. O cheiro a atingiu imediatamente: podre, mofado, inconfundível.
Seu coração disparou ao compreender o significado daquilo. O próprio quarto onde Natha passara a maior parte da sua vida estava lentamente o adoecendo, talvez até o matando.
Ela tinha uma escolha. Ignorá-lo e ficar em segurança, ou falar e arriscar tudo para salvar um homem que nem sabia que ela existia. Aquele momento mudaria suas vidas para sempre.
Sophia Ramirez trabalhava na clínica fisioterápica Carter, em Greenwood Hills, havia apenas três meses. No entanto, todos os dias ela se surpreendia com o lugar.
Quinze quartos, sete banheiros, uma videoteca e jardins que pareciam infinitos. Tudo evocava riqueza, luxo e uma vida que eu só vislumbrara do lado de fora.
Empurrando seu carrinho de limpeza pelo corredor de mármore polido, ele parou por um instante, respirou fundo o ar suave e perfumado, tentando não desviar o olhar.
Nathan Carter, o magnata da tecnologia de 31 anos e dono da fábrica, tinha uma reputação que intrigava Sophia quase tanto quanto a intimidava.
Ele estava sempre doente, ou pelo menos era o que todos pensavam.
Desde o primeiro dia em que chegou, Nathan passou a maior parte do tempo confinado à suíte principal, tossindo violentamente, fazendo caretas de dor e deitado na cama com uma comoção que parecia esgotar a energia de toda a casa.
“Bom dia, Sr. Carter”, disse Sophia suavemente, batendo de leve na porta da suíte principal. Numa manhã de quinta-feira, uma voz de cavalo respondeu: “Entre, Sophia, mas depressa. Estou me sentindo péssimo hoje.”
Sophia abriu a porta e encontrou Nathan exatamente como esperava: pálido, encolhido sob as cortinas da cama king-size, fechadas, e com uma sensação de peso estagnado no ar que parecia impregnar sua pele.
A tosse dele ecoou dolorosamente pelo quarto, fazendo-a sentir um nó na garganta, mesmo que não quisesse. “Você está assim desde que cheguei aqui”, disse ele, limpando um pano na mesa de cabeceira.
“Você não melhorou nada.” O suspiro de Nathan, com a dor estampada em cada linha do seu rosto, o impressionou. “Já consultei quatro médicos. Fiz exames para tudo. Pulmões, coração, alergias, nada.”
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