“Hoje.” “Agora mesmo.” Vinte minutos depois, um Renault preto parou no pátio. Duas pessoas saíram: um homem na casa dos quarenta e um jovem. Fizeram tudo rápido, eficientemente. Sem mais demora. Pessoas assim não pechincham muito; simplesmente aceitam ou recusam.
“Você tem algum documento?”, perguntou o homem mais velho.
Lena entregou-lhe a pasta. Suas mãos tremeram novamente.
“Onde está seu marido?”, ela perguntou, franzindo a testa.
“Meu marido está no trabalho”, mentiu ela sem pestanejar.
Ele deu uma risadinha, olhou debaixo do capô e chutou o volante.
“Quanto você quer?”
“Quanto está escrito?”
Ele a olhou atentamente. Atentamente demais.
“Você percebe que está praticamente dando isso de graça?”
“Entendo”, concordou Lena. “Não tenho tempo.”
Ela trocou olhares com o homem.
“Dinheiro.”
Eles contaram o dinheiro no capô. As notas cheiravam a mãos de outra pessoa e a uma vida de outra pessoa.
Quando Lena as pegou, sentiu um aperto no peito. Não de alegria, mas de determinação.
“Boa sorte”, disse o homem, entrando no carro.
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