Ele falava como se estivesse falando sobre comprar um terreno.
A moça permaneceu em silêncio. Olhou-o nos olhos, para a sua confiança, e de repente sentiu pena dele. Quarenta anos. Rico. E ainda sozinho. Ele repetiu que os médicos lhe deram, no máximo, um ano de vida.
A garota concordou. Não pelo dinheiro, disse a si mesma. Ela vai morrer daqui a um ano de qualquer maneira. E seu pai será libertado, e sua mãe receberá tratamento. O que ela tinha a perder?
O casamento foi rápido e discreto.
Mas na noite de núpcias, algo aconteceu com a moça que a deixou completamente horrorizada, e na manhã seguinte ela fugiu de casa.
Quando o marido adormeceu, a menina não conseguiu dormir. A casa parecia estranha e fria. Ela se levantou para caminhar pelo corredor e, sem querer, viu uma luz acesa no escritório. A porta estava entreaberta.
Os papéis estavam sobre a mesa.
Ela não tinha a intenção de ler os documentos de outra pessoa. Mas seu olhar se deteve em palavras familiares: data, assinatura e o selo da clínica.
Ela se aproximou lentamente.
Era um relatório médico. De vários meses atrás. Em preto e branco: saúde satisfatória. Prognóstico favorável. Nem uma palavra sobre doença terminal.
Perto dali havia outro documento: um contrato com um advogado. Caso nascesse um filho, todos os bens passariam para o herdeiro. Se não houvesse filhos, o casamento seria anulado em um ano, deixando-a sem nada.
Como se descobriu mais tarde, um parente rico dele havia falecido e lhe deixado todos os seus bens, mas com uma condição: ele deveria se tornar pai dentro de um ano.
Eles a usaram, mentiram para ela, exploraram sua compaixão e depois a jogaram na rua como se fosse um objeto indesejado.
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