O aroma de café fresco e móveis antigos acompanhava Marina desde que ela começara a morar com Andrzej. Antes considerado acolhedor, agora a irritava como um cachecol vermelho irrita um touro.
Ao ouvir a campainha, ele reagiu imediatamente.
—Marinka, abre a porta, sou eu! — gritou Valentina P. num tom que parecia indicar que ela já estava no corredor.
Marina diminuiu o ritmo, sabendo que, se não se abrisse, essas visitas se transformariam em assédio prolongado. Valentina P. logo ligaria para Andrew para reclamar de sua falta de respeito.
“Já vou!”, murmurou ele, tentando disfarçar a crescente impaciência.
Valentina P. entrou no apartamento batendo a porta com força, como sempre, vestindo seu casaco habitual e carregando uma bolsa cheia até a borda.
“Marinko, já está escuro de novo? Você está economizando energia?”, comentou ele sem pudor, entrando na loja. “Cortaram a luz de novo na casa da Lubka. Você sabe o que é uma tragédia? Três crianças e sem luz!”
“Que pena”, respondeu Marina secamente, voltando para a cozinha. “Gostaria de um café?”
— Eu adoraria — Valentina P. largou a bolsa no sofá.
“Pelo menos ponha a chaleira no fogo para ferver, é como ir para o mar”, acrescentou ele com um tom de desdém.
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