Eu sempre soube que havia algo de errado com a família do meu genro. Não era apenas a arrogância ou as piadas cruéis. Era o jeito como olhavam para minha filha, Nora. Um olhar cúmplice, como predadores avaliando sua presa.
Naquele fim de semana à beira do lago, o vento cortava sua pele. Nora usava um casaco grosso e se abraçava. Seu marido, Lucas, imediatamente zombou dela.
“O que foi, princesa da cidade?”, ele riu. “O ar te assusta?”
O pai de Lucas, Hugh, ergueu seu copo de uísque.
“Esta geração é feita de vidro. Um pouco de frio não vai matar ninguém.”
Senti um nó no estômago.
“Deixe-a em paz”, eu disse firmemente. “Não tem graça.”
Lucas me lançou um olhar de desprezo.
“Relaxa, Marta. Estamos só brincando.”
Mas não era uma piada.
Hugh se levantou de um salto.
“Vamos te ensinar a ser forte. Lucas, me ajude.”
Antes que ela pudesse reagir, agarraram Nora pelos braços. A princípio, ela riu nervosamente, pensando que estavam brincando… até ver o cais.
“Não, por favor!” ela gritou. “Me deixe ir!”
Corri em direção a eles. Lucas me empurrou violentamente e eu caí no chão. Naquele segundo eterno, eles a empurraram.
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