O juiz emitiu uma ordem de proteção: não fui retirada da minha custódia, apenas me foram concedidas visitas supervisionadas. Adrian tentou usar seu charme e depois fez ameaças. Ambos falharam. A lei já estava de olho em mim.
Nosso último confronto não foi cinematográfico, mas clínico. Uma simples sala de conferências, uma pilha de papéis. Adrian parecia menor do que eu jamais o vira enquanto assinava o termo de isenção da minha influência: nada de manipulação médica, nada de intimidação, nada de contato sem supervisão.
Lá fora, meu pai ajustou habilmente a cadeirinha de Grace. “Pensei que você quisesse algo normal”, disse ele baixinho.
“Eu ainda acredito nisso”, eu lhe disse. “Aprendi que o comum não é onde você mora, mas sim o que você escolhe proteger.”
Ele assentiu com a cabeça. “Em plena luz do dia. Sem drama.”
Em nosso novo apartamento, sem que Adrian soubesse, as paredes estavam nuas e o ar era fresco. Grace dormia em paz, a salvo da tempestade em que nascera. Preparei um chá e observei o céu clarear. A ilusão de segurança havia desaparecido, mas algo mais forte a substituira: uma filha, um plano feito à luz do dia e um pai que retornara quando a noite ameaçava me engolir.
Fechei a porta e finalmente adormeci.
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