Um passageiro de primeira classe zomba de uma mãe com um bebê chorando, sem saber que está sabotando o próprio destino.

Um passageiro de primeira classe zomba de uma mãe com um bebê chorando, sem saber que está sabotando o próprio destino.

Carregando uma luxuosa mala de couro em uma das mãos e com confiança em cada passo, Alex Gutierrez caminhava com determinação pelo terminal do aeroporto. Após anos de dedicação e noites em claro, ele acabara de ser promovido a assistente executivo em uma promissora empresa imobiliária.

Para comemorar — e para se preparar para uma reunião importante em outra cidade — ela havia reservado uma passagem de primeira classe. Não apenas por conforto, mas porque sentia que merecia.

Ele embarcou no avião, cumprimentou a aeromoça educadamente e acomodou-se junto à janela. Espaçoso, silencioso, perfeito.

Enquanto o avião taxiava pela pista, Alex abriu o laptop e revisou suas anotações. O assento ao lado dele ainda estava vazio. Ele cruzou os dedos para que ninguém o ocupasse.

A decolagem foi tranquila. Ele tomou um gole de água com gás e verificou os slides. Tudo estava indo conforme o planejado.

Até que…
—Com licença, senhor—disse uma voz suave.

Ele olhou para cima. Uma aeromoça estava parada à sua frente e, atrás dela, uma mulher na casa dos trinta carregava um bebê chorando, com o rosto corado.

—Ele vai sentar-se ao seu lado. Seu filho não está se sentindo bem e pediu para sentar mais à frente, onde é mais silencioso.

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