O leilão de gado em San Juan del Río, Querétaro , era um turbilhão de sons e poeira. Botas batiam na madeira velha, chapéus balançavam ao ritmo das negociações, vozes se misturavam a risadas ásperas e o ar cheirava a feno seco, suor e café fresco. Havia bezerros inquietos, galinhas em gaiolas, selas gastas… e, no fundo do curral coberto, uma gaiola enferrujada que quase ninguém se dava ao trabalho de olhar.
Ali estava o cachorro.
Um grande e velho Pastor Alemão , com as costas curvadas como se carregasse o peso de anos que não lhe pertenciam. Uma de suas patas traseiras estava envolta em um pano sujo, seu focinho seco, seu pelo rígido de sangue e sujeira ressecados. Ele não latiu. Não rosnou. Mal respirava, a cabeça baixa, como se já tivesse aceitado seu destino.
O leiloeiro, um homem robusto com um chapéu de abas largas e um microfone pendurado no pescoço, apontou para a gaiola sem demonstrar interesse.
—Último lote! Cão de guarda… se alguém quiser. A partir de quinhentos pesos .
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